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Como enviado para a página “Vi-te no Porto”. Apreciem.

A memória já não é o que era. Faço de tudo para a conservar e desculpa eu deixá-la desvanecer. Devia ser Fevereiro. Não me recordo muito bem. Estava num restaurante na Rua de Santos Pousada, perto do Jardim das Pedras, a almoçar. Era um almoço de família ou um aniversário, provavelmente éramos dez ou mais. Estava aborrecido e decidi observar atentamente as mesas que me rodeavam. Despercebidamente, olhei para ti, continuando a observar o resto do restaurante e a sua movimentação. Até que os meus olhos pararam novamente em ti. E novamente. E novamente. Perdi a conta quantas vezes te pus os olhos em cima. Lembro que à tua frente (de costas para mim) estava um rapaz - Namorado? Primo? Amigo? - e ao vosso lado estava um casal de idade, talvez teus avós. Reparei que havia classe na tua mesa haviam regras, protocolos que talvez fossem invisíveis ao olhos dos outros, mas não aos meus. E na minha mesa reinava o caos. Então olhaste também para mim. Fiquei tão envergonhado que me forcei a desviar um olhar. O almoço foi um ciclo vicioso. Até ser quebrado. A minha família decidiu ir embora e então fomos para a rua. Depois só me lembro de estar eu e um primo meu, de 6 anos, à entrada. Estávamos a brincar com um milho falso que lá havia. E tu saíste do restaurante. Pareceste reparar em mim, mas esse não era o propósito. Tinhas vindo fumar. Lembro-me da marca porque eram os meus preferidos: Chesterfield de Menta (se não o era, era semelhante porque era todo branco). Olhei subtilmente (acho) para ti. Tinha de entreter o miúdo. Até que houve uma altura em que, momentaneamente, o miúdo voltou ao restaurante. E aí ficamos eu e tu. Queria tanto meter conversa, mas contive-me e acobardei-me. E então o miúdo voltou. Depois tive de ir, tu foste para dentro e eu fui até ao jardim. Não sei como, mas consegui arranjar forma de andar na rua em que o restaurante ficava e do lado em que tu estavas. Andava para cima e para baixo. Estava com outros dois primos nessa altura. Inventava desculpas só para voltar para cima ou para baixo. Para te ver ainda sentando na mesma mesa que havias comido. Questionava o porquê de tanto demorares. Fartei de tanto movimentar e sem mais desculpas, desisti. Apliquei o meu princípio ‘Se for para ficarmos juntos, nós ficaremos’ e tentei deixar o meu destino a alguém que melhor o guiasse. Voltamos ao jardim e lá brinquei e corri. Não que tivesse estatura para tal, mas para me divertir com a minha família. Até que eu e mais alguns decidimos voltar a casa. Ao atravessar a passadeira para o passeio do lado do restaurante, vi-te sair. E aí o meu coração voltou a viver. Cruzamos-nos e eu sorri para ti. Vi uma resposta nos teus lábios, uma leve curvatura que indicava um sorriso. Falavas com a senhora de idade (talvez fosse o senhor), mas ambos seguimos. Porém, eu arranjara forma de não ficar longe. Foste andando para um passeio que estava do lado contrário ao jardim e, como tal, esse lugar seria o único em que poderias estar. Não queria deixar de te ver. Então voltando ao jardim, brinquei com um disco e olhava para ti enquanto o fazia. Propositadamente atirava-o para uma zona onde te pudesse ver. E nessas alturas eu vi o teu sorriso. Era lindo, como tu. Mas, pouco tempo depois, vi-te a despedires do casal idoso (assim como o teu primo, namorado ou amigo fazia). A tristeza assolou-me. Vi-te partir num Smart cuja cor não recordo. E nunca mais te vi. Não sou crente, mas rezo sempre que vou ao restaurante. Talvez tudo não passe da minha imaginação, talvez olhasses para mim pensando “coitado”, mas tento e tentarei guardar cada detalhe daquele domingo, em que foste a melhor coisa que aconteceu. *Talvez fosse na altura do magusto, mas a minha localização temporal é tão má que decidi lembrar os outros pormenores. /Original
Jeune femme portugaise pensive dans le métro by Gabriel Geismar on Flickr.
Caught on the right moment. O momento certo. Metro do Porto. (I do not own this picture and don’t who is the girl)

Jeune femme portugaise pensive dans le métro by Gabriel Geismar on Flickr.

Caught on the right moment.

O momento certo.

Metro do Porto.

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Whoever runs the Taco Bell twitter is pretty cool.

notahammer:

bardo (ˈbɑːdəʊ) the state between life and death.

The cold

Estava tão à procura disto *.*

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She is *.*

trenzalorewaits:

Lauren Cooper meets The Queen (x)

THE BALLS THAT WOMAN HAS